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Que tal um cineminha?

Ao invés de fazer uma sesta com meus meninos, resolvi vir aqui falar, pra quem ainda nao estah sabendo, do Festival Varilux de Cinema Frances, que começou no dia 15 e vai até o dia 23 de agosto (desculpem pelo atraso!!), com filmes franceses em varias salas de cinema em todo o Brasil – com sessoes no meio da tarde (uma pena) mas se de repente você estiver no Rio e nao souber o que fazer hoje, tem A Vida Vai Melhorar no Espaço Itau às 17h30 – um drama lindo. Um evento Feliz eh aquele filme que toda gravida de primeira viagem tem que assistir.   As sessoes em Campinas e em Recife foram ontem (desculpaê) e no Rio tem todos os dias até o dia 23 (programaçao aqui).

Eu assisti a alguns desses filmes e adorei Intocaveis. Um filme lindo e muito engraçado onde a gente percebe que a gente tem sim o poder de mudar a vida das pessoas pra melhor e, muitas vezes, simplesmente sendo nos mesmos. Omar sY e François Cluzt estao impecaveis nesse filme. No Rio tem sessao às 18h35 em Botafogo e em Campinas amanha à tarde no Galleria.

Finalmente…

… tenho alguém pra chamar de meu e ir à praia (Hervé DE-TES-TA!) e, de quebra, ser obrigada a ficar na agua o tempo todo. Se isso nao eh uma vida de sonho eh o que, meu povo?

Uma fotinha pra você que andava se perguntando se eu jah coloquei botox na “ruga materna”.

 

p.s.: prometi que soh escreveria de novo quando colocasse em dia a Blogagem Coletiva sobre a Paternidade Ativa mas nao resisti, de tao revigorante que foi a manha na praia.

Educa-se uma criança neste lar.

Na sexta-feira acordei achando que seria o fim do mundo, que eu nunca mais dormiria uma noite inteira nessa vida, que eu nunca mais teria o maravilhoso horário nobre pra qualquer mãe (a saber das 20:30 até a hora de ir pra cama) pra me sentir gente, fazer um monte de coisas, ver um filme ou ficar rodando feito um peru e nao fazer nada.

Acionei os grupos do Facebook de mães dos quais participo e foi uma energia tao positiva que rolou aquele “YES, YOU CAN!” básico que a gente precisa ouvir de vez em quando pra nao deixar a peteca cair. Passei a tarde ruminando aquela raiva de mim mesma por nao conseguir administrar essa situação – cansaço e sono acumulados soh podem terminar mal.

Quando Hervé chegou do trabalho falei pra ele “tah vendo esse rapaz ali no sofá? Entao, eh o filho do patrão. Temos que ter uma paciência infinita com ele pra nao corrermos o risco de irmos pra rua”. E assim tem sido.

Felipe está totalmente dependente de nós pra dormir e, no meio da noite, vem nos visitar pra tirar uma lasquinha da nossa cama – o que eu de certa forma nao seria contra se a gente nao dormisse tao mal jah que o menino parece que tah deitado num formigueiro. E entao na sexta começamos o longo e árduo trabalho de deixa-lo à vontade e com segurança pra comecar a dormir sem nossa ajuda. No primeiro dia ele deitou sozinho, morto de sono, depois de 50 minutos de lavagem cerebral. Hoje o tempo caiu pra 15 minutos. Parece que as coisas tendem a voltar ao que eram ha oito meses atras. Ufa! E se alguém botar olho gordo, rogo praga, hein!

Agora vejam bem como eh que a gente fica, de medo de uma recaída, quando o delegado sossega e dorme. True story…

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Feia de cara mas boa de…

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Mal pude tirar a foto – o que caiu bem, jah que a apresentaçao jah foi melhor aqui por essas bandas – porque assim que eu comecei a refogar a cebola e a abobrinha, na manteiga porque estou em pane de azeite, o menino deu o tom do jantar com o delicioso “umêêêêê!” Que prazer rever meu pequeno em forma, com fome e vontade de comer.

Omelete é um dos meus pontos fracos na cozinha, soh consigo fazer no forno. E, como numa dessas noites de birita coletiva levei minha forma com uma bela quiche, a dona da casa me devolveu uma forma toda sem vergonha e eu nao vi. Agora ninguém sabe, ninguém viu minha forma (e eu entendo que quem guardou nao queira devolver porque ela é perfeita).

Servi com uns tomates pra dar uma refrescada. Aqueles que comprei na feira no sabado dizendo pro Hervé “vou levar esses tomates feinhos pra fazer molho”. Ledo engano, verdadeiros rubis adocicados!

Bolinho de arroz

Como comprei uma fritadeira ha uns meses atras de vez em quando tenho que tira-la do armario senao o departamento financeiro pode começar a indeferir compras futuras. Entao caiu bem aquela vontade de comer um bolinho de arroz no capricho. Adaptei uma receita que peguei no Tudo Gostoso (nao tenho mais a pagina, sorry!) e a massa é super levinha. Dei uma adaptada porque nunca faço o bolinho soh com arroz – aproveito pra colocar bastante legumes.

Um verdadeiro exército. Miam!

3 ovos * 1 xicara de arroz cozido * 1/2 xicara de queijo ralado * 1/2 xicara de leite * 1/2 xicara de farinha de trigo (eu usei com fermento, mas pra farinha normal acrescente 1 colher de fermento em poh) * 1/2 xicara de maizena * 1 cebola bem picada* Uma boa quantidade de brocolis picado (os talinhos também sao bem vindos)  * Um ramo de alecrim e tomilho * Sal e pimenta do reino

O arroz foi aquela boa sobra da véspera entao comecei refogando o brocolis e a cebola. Coloquei os raminhos de alecrim e tomilho em cima e cobri a frigideira, mexendo de vez em quando pra nao queimar. Quando o brocolis estava macio, tirei os raminhos de alecrim e tomilho (que estavam ali soh pra dar o tchan). Misturei o restante dos ingredientes em uma vasilha, incorporei os legumes, fritei em oleo quente e comemos como se fosse nossa ultima refeiçao.

Dez coisas que eu adoro em você, VERAO!

  1. Essa energia boa e disposiçao que todo mundo tem o tempo todo. Essa vontade que dah de ficar na rua ateh altas horas que seja segunda ou sexta-feira.
  2. Ficar com o corpo à vontade e relaxado, sem ficar toda encolhida, sem coragem de esticar o braço pra pegar um copo d’agua e passar uma corrente de ar no sovaco que vai te gelar inteira.
  3. Se vestir em menos de um minuto no melhor e mais pratico estilo “calcinha, soutien e vestidinho”. Sem contar que os dois primeiros nao sao obrigatorios. (Eu sei, abafa!)
  4. Poder se alimentar com um mega copo de suco de frutas e legumes , matando a sede, refrescando e, de quebra, enchendo a barriga.
  5. Ir à praia. Ir à piscina.
  6. Fazer churrascos e mais churrascos. E tomar aquela cervejinha gelada e libertadora, depois de uma sexta-feira de trabalho brabo.
  7. Sair pra dar uma voltinha no bairro depois do jantar pra refrescar o corpo com a brisa da noite.
  8. Comer as ervas que a gente planta na sacada, jardim e afins.
  9. Aquela chuva boa que vem de vez em quando, com cheiro de grama e asfalto quente.
  10. Pular da cama logo cedo e sem preguiça pra fugir do calor dos lençóis.

 

 

Fast and furious

No mês passado rolou um lanchinho da tarde na creche, pra comemorar o final do “ano letivo”, dizer adeus aos grandes que vao pra escola maternal em Setembro e ver a criançada fazer bagunça. E que bagunça! Um vai e vem de pequenos tagarelas, que brigam pra usar as duas únicas motocas cor-de-rosa – as outras quinze sao azuis. E o Felipe, com o corpinho e o jeitinho bem “Carga Pesada”, vai empurrando todo mundo, puxa a moto e deixa a vitima lah, ao Deus darah. Nao tenho muito orgulho disso porque entre os mil sonhos de pai e mae que temos, um deles eh que ele seja respeitador, paciente e generoso. Diz a lenda que eh coisa da idade. Vamo vê.

Quem quiser o passo-a-passo da permanente eh soh me mandar um email!

Tirando isso, notei que ele tem estado bem mais calmo e obediente – salvo quando estah naqueles momentos, bem menos frequentes, onde “dah um revertério”, como diz minha mae e faz a gente morrer de rir! A gente vai à padaria e ele fica olhando pros bombons. Me chama, me mostra, se abaixa pra apontar um ou outro mas nao mexe. Em compensação soh sai em paz da padaria se estiver com o seu mini pao de chocolate no saquinho, que ele soh abre uma vez devidamente instalado no carrinho. Também nao faz mais aquela palhaçada de empacar e me esperar voltar pra pega-lo (com aquele sorrisinho de “ganhei!” nos lábios) – uma vez cheguei na creche soltando fogo pelas ventas por causa disso e a mulherada deve ter me achado uma doida!

Ai ai, meu menino estah virando um rapazinho… (sentiram a nostalgia?!)

Evitando o desperdicio – lasanha de legumes

AVISO: tirem os italianos da sala.

Esta foi a solução que encontrei pra nao jogar aqueles legumes que estavam meio cansados de guerra na geladeira. Cortei grosseiramente e refoguei com azeite: abobrinha, cenoura, cebola, alho e aproveitei pra acabar com os pacotes de brocolis e ervilhas que estavam dando sopa no congelador. Coloquei uma lata de tomate picado (nao é molho de tomate, é soh tomate picado), coloquei sal, pimenta do reino e um tiquinho de açucar, pra cortar a acidez do tomate. Fiz um buquezinho de alecrim e tomilho que colhi na minha sacada e coloquei em cima da mistura. Tampei a panela e deixei cozinhar por duas horas em fogo baixo.

Tirei o buquê de ervas e mixei os legumes grosseiramente, pra deixar pedaços de tamanhos variados mas engrossar o molho.

O molho branco fiz com meio litro de leite, uma boa colher de maizena, sal e pimenta-do-reino. Normalmente coloco meia colher de manteiga mas como jah tinha refogado os legumes com azeite, achei demais. Montei a lasanha, começando com uma boa camada de molho, cobri com o molho branco e bastante queijo ralado.

Acabamos tomando groselha pra acompanhar mas eu desaconselho.

A foto ficou uma merda porque enquanto eu me virava nos trinta, tinha o vai-e-vem do Hervé na cozinha me perguntando mil coisas (“quer Coca ou groselha?“, “quer que eu comece a assoprar o prato do Felipe?“, “Você viu a nova aplicação que saiu?“, “tomei o remédio ha três horas, posso tomar de novo?“) e o Felipe que gritava lah da sala, jah sentado no cadeirao, “umêêê! umêêêê!! umêêêêêêêêêêêêê!!!!!!!“.

O corpo estendido no chão

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Já estava tudo esquematizado: um bom estoque de pistaches, o vinho-branco-toscano-tudodebom na temperatura certa e um Almodovar engatilhado. A partir das 20h30 a noite seria uma criança.

A primeira má noticia veio às duas horas, quando o Hervé me liga dizendo que nao iria tocar com os amigos porque nao estava se sentindo bem. Fui acometida pelo pavor de ter um homem doente em casa. Sim porque homem quando está doente normalmente está nas ultimas. Está só o pó. O meu então só tem força pra gemer, dizer que nao sabe o que está sentindo (!!), e ficar na boa lendo os feeds dele antes do ultimo suspiro.

A segunda cacetada veio meia hora depois, quando a diretora da creche me liga pra dizer que o Felipe, que tinha se livrado da febre que nos pentelhava desde domingo, estava de novo com febre e vomitando. Minha chefe, mesmo com um temperamento meio de lua, foi compreensiva. Toca eu ir buscar o menino na creche. Enfiei um vestido, andei rápido pra ninguém reparar nas pernas cabeludas e voltei com o prêmio.

A casa uma zona porque eu vou fazendo aos poucos – engraçado é que hoje de manha eu pensei “acho que vou fazer tudo de uma vez porque tudo pode mudar em poucos segundos. Mas os afazeres profissionais foram tomando conta da minha manha e só me dei conta quando a diretora ligou.

E eu estou na TPM.

E gostaria de repetir que mãe (esposa e profissional) também é gente. Será?

Fase de oposição

Procurei varios artigos pra me documentar e saber o caminho a seguir. Estamos em plena fase de oposiçao coletiva.

Felipe dormiu super bem – o colocamos na cama às 20h30 como de costume e ele queria um  cafuné pra dormir. Fiquei la, cafunezando uns dez minutos e o menino embalou num sono profundo. A primeira oposiçao acontece entao, lah pelas 5h, quando o coisinha aparece no nosso quarto e chama aquele cantado “mamaaan”, com a entonaçao de quem sabe que nao deveria estar ali aquela hora mas que iria tentar uma aproximaçao amigavel ao invés dos habituais gritos que dava quando estava “preso” no berço. Se nao fosse o fato de nao ser capaz nem de dizer meu nome àquela hora, teria achado delicioso. E, se nao fosse o fato do terrible-thirty-nine começar a reclamar, eu até teria ficado naquela pequena nuvem, deixando o terrible-two cantando maman por alguns minutos.

Sem pensar, icei o menino, que se colou a mim. Terrible-thirty-nine pergunta onde estah a cria e, quando vê que ele estah no bem-bom, se opoe. Leva o rapaz pro berço, que estah provisoriamente no nosso quarto. Terrible-two esboça a terceira oposiçao, seguido de perto da nova oposiçao do maior. Eu, pela primeira vez nesses 21 meses, fiquei ali passiva. Soh querendo dormir mesmo com o barulho local, o ping-pong dos dois. Acompanhei os primeiros 20 minutos do debate e acabei dormindo, de tao acabada que eu estava.

As 7h – decididamente, nao coloco mais despertador porque a gente fica sempre com aquela esperança boba de acordar como nos velhos tempos, com o despertador berrando, e nunca acontece – terrible-two reclama a mamadeira. Quando se trata de fome nao ha oposiçao. Levantei e comecei o dia (ou ainda estou terminando a noite).

E o povo – meu diretor inclusive – jah começou a perguntar “e o segundinho quando vem?”.